Pé no chão | 26 de agosto de 2010 por Aline
Existem vários ritos de passagem na vida de uma pessoa, no meio de todos eles existem os mais comuns – o ano novo e os aniversários, que sempre rendem uma festinha – os mais específicos, como cerimoniais religiosos e os esportivos (como troca de faixas nas artes marciais), e os mais esperados, como o casamento, a formatura, o nascimento dos filhos, além claro da morte, que não é a mais esperada, mas para alguns é apenas o rito de passagem da vida na terra para a vida em outro lugar, vamos assim dizer.
No final do mês de julho passei por um destes rituais mais esperados, a Formatura.
A festa foi muito divertida e a colação foi emocionante, como manda o figurino, mas o que me chamou a atenção em todo este evento foi o fato de eu só me sentir realmente formada depois dele.
Eu já não ia para a faculdade desde o final do ano passado e não tinha nenhuma pendência (além de pegar o diploma, claro) com a instituição, só que aquele sentimento de “Agora eu sou uma publicitária” só me bateu depois da festa!
Muitas pessoas dizem que estes rituais são meras formalidades e que não precisamos deles. Antes da formatura posso dizer que tinha certa simpatia por esta teoria, mas hoje não mais.
Entendi o quão valiosas são estas formalidades e como elas nos fazem bem!
Sempre que alguém te convidar para uma festa de aniversário, formatura, casamento, batizado ou até mesmo troca de faixas no Karate, vá e aproveite, pois além de serem muito divertidos, você estará fazendo parte de um momento importantíssimo na vida de quem te convidou!
Tags: Formatura, Karate, Ritos, Ritos de passagem
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Pé no chão | 12 de agosto de 2010 por Luiza
Existem coisas que são deliberadamente coisas de mãe. Fazer você sempre carregar um lanchinho, tricotar um conjunto de tapetes para o banheiro e, acreditava eu, colar adesivos da família no carro. Mas não são apenas mães as culpadas por tantas fanfarronices vistas por aí.
Segundo o tweet do @lucasjornalista, o adesivo – esse com o papai, a mamãe, os filinhos e meia dúzia de animais – está lá para mostrar que as pessoas tem uma família, afinal não se encontram colados membros solitários nos carros que rodam pela cidade. Erro seu, pequeno gafanhoto! Na faculdade, o estacionamento está repleto de carros, que estão repletos de adesivos, que estão cheios de frases e artes que refletem o pensamento de pessoas ditas incapazes de coordenar ideias. E muitos deles são jovens garotinhos solitários surfando ou andando de skate, sem falar daqueles que estão rodeados de menininhas.
Boatos correm por aí que os tais adesivos de família podem fazer do condutor do veículo uma presa mais vulnerável de sequestradores e bandidos de sinaleiro. É fácil perceber pelos adesivos quantas pessoas costumam andar no carro e até mesmo algumas de suas atividades diárias – sim, tem muita gente que adesiva um bonequinho jogando tênis, por exemplo, o que facilmente pode ser associado a um clube específico e aí, danou-se!
O que parece fácil de se perceber também é como as pessoas parecem ser carentes, e por isso tentam demonstrar toda a afetividade que existe em si para os outros. Do jeito que andam as coisas hoje em dia, mostrar que se tem uma família normal – ou que simplesmente se tem uma família – parece ser algo louvável. Tudo bem, o Twitter e o Facebook não conseguiriam mesmo suprir esse imenso distanciamento entre as pessoas reais.
Tags: Adesivo da família, Coisas de mãe, Pequeno gafanhoto, Solitário, Solitário não cola, tweet
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Pé no chão | 23 de setembro de 2009 por Lidianne
São 9:30 quando o Adevir começa o alongamento para mais uma aula de educação física da turma mista do fundamental da Ilha do Mel. As meninas não se animam muito com a idéia de ficar na zaga, aliás, não se animam muito com a idéia de jogar bola. A próxima aula é de português, mas até agora a professora não apontou no trapiche, o que significa voltar para casa e para o trabalho.
Faltavam 2 dias para o feriado e a cada meia hora duas barcas traziam caixas e mais caixas de alimento, bebidas e souvenires para serem vendidos aos turistas em mais um feriadão. Na sexta-feira não vai ter aula, ou melhor, ninguém vai pra aula por conta da cerveja pra gelar, dos pastéis, lençóis e toalhas nas pousadas, cadeiras na praia e todo o serviço de bordo da ilha.
As meninas sonham com o dia que elas chegarão cheias de malas, badulaques, esperando esse tratamento VIP. Já os meninos continuam na aula a marcar gols, mas pensando em manobrar as barcas. Eles não falam, mas estão esperando o primeiro convite do pai, seu primeiro barco e quem sabe usar o nome de uma dessas meninas ruim de bola aí para dar nome a ele.

Tags: barca, feriado, ilha do mel, praia, viagem
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Pé no chão | 17 de agosto de 2009 por Nathalia

E para quem curte a natureza, nada como um fim de semana na chácara, só quem sabe:
- sentir o cheiro do mato…
- aquele cheirinho de terra molhada ou da chuva chegando…
- ouvir uma cigarra cantando e os pássaros assobiando …
- o som do vento soprando suavemente as folhas das árvores…
- andar de pé no chão na grama macia…
- deitar-se numa tarde escaldante na grama..
- deitar-se em um dia ensolarado na grama debaixo das arvores..
- comer uma fruta e dormir ao som do dedilhar de seus galhos ao sabor do vento…
- ouvir o galo cantando cedinho..
- os patinhos te seguindo..
- pescar…
E aquela comidinha e o calor do fogão a lenha, enfim…
Que vida boa ô ô ô
Que vida boa!
Tags: bichos, chácara, mato, natureza
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