Blog da Famosa Torta Valente Agência Valente, Curitiba, Paraná, Brasil.

Bem vindo ao Blog da Famosa, o blog pessoal do pessoal.

Hoje todo mundo quer ser celebridade, ser reconhecido na rua, viver sob a luz dos flashes e holofotes, dar autógrafos, ler matérias sobre si mesmo e trocar de namorado a cada semana. Com exceção dos namorados, a Famosa Torta Valente conseguiu tudo isso, quando ela chega todos ficam babando, querendo provar um pedacinho.

Nós resolvemos fazer como a Famosa, por isso pegamos seu nome emprestado e criamos o Blog da Famosa. Aqui você vai encontrar tudo o que queria saber (e o que não queria também), sobre o pessoal da Valente.

 
   

Tempo amigo, seja legal

Experimentando por aí! | 29 de abril de 2011 por Juliana

Minha vida é cheia de gente. E essa gente toda vem acompanhada de almoços, festas, viagens, idas ao teatro e cafés. Dentro desse cronograma frenético um dos dias estava riscado com “Sampa – visita cliente”. E me fui de mochila e pasta da agência até lá. Tive de enfrentar o ônibus, a vigem tinha sido decidida em cima da hora. Trágico? Até que não.

Minha agenda estava “bloqueada” com esta viagem que na verdade proporcionou alguns luxos, por assim dizer. O primeiro deles foi dormir um pouco mais das usuais cinco horas e meia.

No ritmo academia-trabalho-happy-hour o relógio pouco se dedica ao sono. É claro que nada se compara a cama da gente, mas em uma viagem noturna com bancos grandes e duplos só pra mim, nada melhor do que tirar este atraso.

Depois de uma ótima reunião e um literal “rolê” por São Paulo, passo na frente do MASP. Ele me desperta a curiosidade de sempre, até teria um tempo, mas precisava voltar pra casa, o dia já tinha sido atarefado e fazia aquele calor. Eu não precisava responder àquela necessidade urgente de estar sempre fazendo algo, geralmente de status cultural. Poderia simplesmente escolher ir embora, sem qualquer culpa de não aproveitar São Paulo ao máximo. E foi o que eu fiz.

Peguei o ônibus de volta a Curitiba no meio da tarde. Divaguei sobre os pontos da reunião, outras questões do trabalho, respondi alguns emails. Li a edição inteira da Vida Simples de março que já se acumulava com a de abril, aliás com um texto bacana da Jeanne Calegari sobre nosso Confuso Horário. Tirei um cochilo, passou um daqueles filmes de sessão da tarde na mini-tv do ônibus, comi dessas porcarias das paradas de estrada, escrevi algumas coisas. E quando vi logo cheguei em casa, sensação de dever cumprido. Às vezes é bom ter um tempo para estar apenas com si só.

La Diferencia

Experimentando por aí! | 21 de dezembro de 2010 por Lidianne

Descendo a escada rolante às 22:00 da véspera de natal, vejo prontamente minha carona encomendada. Fonte 72 do Word, LIDIANNE mais uma vez em Santiago. Ver os amigos 10 anos mais tarde é extasiante, não tem como não ficar com cara de boba e sotaque espanhol tosco. Subimos para o apartamento e lá, a família e o bebê lindo e bochechudo dos amigos, presentes na árvore e a ceia sendo servida. Cheguei na hora boa.

O “cenar chileno” é muito parecido com o nosso. Tirando o ceviche e o sotaque, parecia estar em casa, e estava. Algumas diferenças de paladar explicadas desde a receita e palavras traduzidas marcaram um jantar que lembrava muito nossa cultura, somos todos latinos, afinal. A diferença viria después.

Adocicados pelo sabor do fabuloso sorvete três leches, começa o amigo oculto. Já vi todo tipo de amigo secreto. Inimigo secreto com roubo de presentes, o famoso 1,99 e até o mais moderno amigo secreto de lingerie entre amigas. No formato padrão, da primeira a última pessoa a falar, você vai desvendando a trama do sorteio, até quando cai por terra a desconfiança da semana passada quando a vó perguntou seu número de calçado só pra te enganar, mas o formato chileno era mais ousado.

Na família Guerra Mellado a primeira etapa é seguida como no nosso modelo, tem sorteio, tira-se o papelzinho até dar certo, você tem duas semanas pra comprar um regalo, mas eles levam muito a sério a coisa do amigo oculto. Sentei na Varanda para observar a revelação e aí percebi que os presentes tinham nome por fora e que só uma pessoa fazia a entrega. Essa pessoa lia o nome do sortudo e entregava a ele o pacote. Este abria o presente e agradecia a todos, sem revelação, sem ter o nome da pessoa que lhe comprara o presente.

Como assim?! Sim, o amigo secreto é quem compra o presente e continua secreto para sempre. Disse: “No Brasil não é assim pessoal, a gente abraça nosso amigo secreto, e faz uma festa a cada presente revelado, vejam como é mais legal!” Revolta por uns minutos como quem acha que a sua versão do jogo é a certa, mas e aí vem a pergunta, existe versão certa? Até eu que não fazia parte ganhei presente de um amigo oculto. As diferenças é que dão graça ao dia da gente e esse 24 foi assim, muito bom!

experimentando por ai  La Diferencia

Uma história, uma dica e uma expectativa.

Cultural, Experimentando por aí!, Livres e Famosos | 10 de novembro de 2010 por Lidianne


cultural  Uma história, uma dica e uma expectativa.1
Um relato rápido, pois é fácil falar do que já se viveu. Esse final de semana presenciamos em Curitiba algo sensacional. As ruas da cidade tiveram o prazer de sentir milhares de pés a curtir como nunca suas atrações. Em terra firme e com sol quente, lá longe do estereótipo do Shopping Center, curitibanos aproveitaram os espetáculos gratuitos organizados pela Fundação Cultural de Curitiba.

Como se fizéssemos todos parte de um movimento, cantamos sucessos, correndo sedentos de uma praça a outra a curtir não só os espetáculos mas o contato com as pessoas. Nosso achado, por exemplo, foi uma angolana de nome francês muito simpática. Que lamentava ter esquecido a câmera em casa – tinha só saído comprar um pão. Além da simpatia com todo nosso grupo, Brigite ainda mostrou saber cantar várias das músicas do Paulinho e concordou com a gente que ele era um senhor muito bem apessoado.

cultural  Uma história, uma dica e uma expectativa.2 Nunca falte a festas de família. Faz um tempinho que queria comentar aqui, mas só hoje consegui. Em setembro tentou-se reunir o maior número de Hupfer´s da história deste país e eles conseguiram. Num misto de gremistas e colorados conseguimos reunir descendentes de dois irmãos saídos da Alemanha, que chegaram no sul do Brasil e tiveram uma penca de filhos. É divertido encontrar primos de segundo grau, todos de crachá, a contar histórias de quando teu pai era baterista ou de quando eles juntos iam roubar melancias.

cultural  Uma história, uma dica e uma expectativa.

3 Este eu não vivi ainda, mas pude ler sobre a nostalgia instantânea de algumas pessoas que deixavam Manaus no último domingo. Após flutuarem sobre o Rio Negro, mais pessoas se encontraram para assistir palestras de criativos do novo mundo. Isso porque aconteceu por lá o TEDxAmazônia.

O TED aconteceu no Brasil pela primeira vez ano passado, em São Paulo, e este ano estamos vendo o evento, que é promovido voluntariamente, se multiplicar. O TEDx é um evento independente que tem como premissa espalhar de idéias viáveis e sustentáveis na sociedade. Estiveram por lá dois queridos que indico conhecer as ideias:  o mestre @lamapadmasamten e o músico @andreabujamra. Logo, logo, você poderá conferir a participação deles e de outros palestrantes na íntegra no site.

No próximo final de semana acontece o TEDxPortoAlegre e tive a felicidade de ser selecionada para assistir as palestras. A expectativa é conhecer algumas práticas legais que ajudarão a gente a montar os cenários para os próximos anos e espero trazer bastante novidade de lá.

Selecionei 3 TED talks que assisti e que eu gostei: 1 , 2, 3

Pelado, Pelado, Nu com a mão no bolso.

Experimentando por aí! | 29 de outubro de 2010 por Lidianne

No final de setembro passei uma tarde agradável ouvindo a programação do NU Jazz Festival que passou por vários lugares da cidade compartilhando boa música.

O termo NU Jazz é comumente usado no meio musical e sugere o tocar livremente e de modo divertido conforme informava o folheto do evento.

E de fato isso se concretizou por ali. Não somente pela música leve e solta de Helinho Brandão e toda a trupe de ótimos músicos, mas principalmente pela participação de um carinha que não tinha nada de famoso, ainda.

Ele ficou ali observando um tempo e de repente começou a tocar com a banda, serpentear uma imitação de Glauco Sölter que estava no palco, dançar, andar de lá pra cá. Ele fez seu próprio espetáculo e garantiu platéia.

Livre de qualquer tipo de preconceito sobre sua performance, ele se divertiu. E foi esse o momento em que o admirei, com uma ponta de inveja por ser eu a gravar o vídeo e não a correr por ali.

Nós lemos, vós leis, as crianças leem.

Experimentando por aí! | 14 de outubro de 2010 por Juliana

Bienal do Livro. Não, não vou falar de organização, ingresso a pagar na entrada e nenhum destes detalhes que como publicitária coloquei meus olhos. A questão que mais me chamou atenção foi o público. Tá, um dos fatores mais importantes para os publicitários, enfim.

O espaço foi invadido por hordas de crianças vindas de escolas diversas, o zumzum tomou conta do lugar e foi lindo de ver aquelas pessoinhas agarradas aos livros. Elas ficavam loucas em saber qual era a melhor escolha: o de pintar, o com o historinha, o que é redondo, o que vem com o bichinho… Tantas opções!

Eu mesma fiquei atordoada com aquela euforia que acabei me divertindo mais com os comentários das crianças do que com os livros, eles de fato conheciam muitos dos personagens. O que me deixou ainda mais satisfeita em participar daquela interação, pois o que se comprava era de fato um livro; o que ele realmente representa, e não mais um consumo vazio.

Espero que estes livros se tornem tão companheiros quanto os meus são, seja de pintar ou de dobrar, ou que vá lá, que seja por comprar mesmo, que bom que estamos falando deles, os livros.

Ctrl+adoria

Experimentando por aí! | 9 de setembro de 2010 por Juliana

Cheguei em cima da hora e na sala de espera dei de cara com um texto da Danuza Leão, sempre certeira em falar das loucuras da vida. O tema de hoje tratava da nossa necessidade em saber tudo das coisas antes mesmo delas acontecerem, uma espécie de controle das situações, e vinha ilustrado pela experiência dela com uma cartomante e seus amores.

Sai a cartomante, entra o adivinho. Ele me chamou até o consultório dele e começou a falar sobre como iríamos controlar a força entre dois elementos distintos prevendo onde estariam e como deveríamos deixar espaço para que eles ficassem bem acomodados onde deverão estar, segundo ele, daqui três semanas.

Aquela luz me ofuscando e eu pensei: Cara, meu dentista deveria trabalhar com a gente!

Não somos apenas nós publicitários que ficamos numa busca incessante para construir o futuro, ler as tendências e criar oportunidades dentro delas, existem mais profissionais que se valem de sua visão futurística. Cada um dentro de sua área logicamente, mas com uma mesma intenção: “e agora, o que vai ser disso?”

Fazemos isso o tempo todo, e nem percebemos. O nosso dia é feito de entender o que pode acontecer no final dele, afinal, muitas vezes saímos de casa às 08h da matina e precisamos estar preparados para a batalha até a meia-noite, quando não mais.

Aí vai uma série de programações, possibilidades, erros, acertos, imprevistos, até o outro dia recomeçar, a semana, o mês, o ano, as férias…

Estamos planejando tudo o tempo todo. Muito bom, pois adquirimos um feeling bacana para vislumbrar novos caminhos e mais combinações possíveis. Muito ruim, porque o acaso pouco faz parte dessa vida engavetada onde tudo tem horário pra ser.

E na batida do relógio seguimos, vamos combinando nossos planos ao acaso, esperando que se um dia ele vier seja de acordo com o plano.

Só o começo

Experimentando por aí! | 31 de maio de 2010 por Tiago

Preocupado, desligou o celular e partiu às pressas para um compromisso. Na volta, pensou em marcar uma consulta com seu psicólogo, embora mal tivesse tempo. Achava que as horas passavam depressa demais, e sentia que a vida lhe escorria por entre os dedos.
Da janela do quarto olhava a rua lá fora, lembrando que não saía por medo da violência. Limitado, invejava Deus e o mundo, mundo esse que parecia querer cuspir pra longe aqueles que, como ele, não sorriam como as pessoas dos comerciais. Quis chorar mas teve vergonha. Assim começava a história de um menino de 9 anos.

O dia em que senti culpa de curtir um som na madruga!

Experimentando por aí! | 26 de maio de 2010 por Thais

Há algum tempo atrás, pouco tempo aliás, estava sem sair do ninho para fazer o que mais gosto, curtir um sonzinho, de algumas bandas independentes no centro da cidade.

Pois bem, eis que surge um bar que me proporcionaria uma sensação de nostalgia, de noites que algum tempo já não havia. A primeira vez que entrei no lugar, fiquei parada na entrada sentindo a música, o cheiro, o ar. Foi tão bom, ter uma sensação antiga, comigo naquela noite tão fria. Entre muitas sextas-feiras, tentando prolongar aquela sensação, tive uma surpresa nesta última, que me partiu o coração. E é nesse ritmo rimado que começa a confusão.

O show inicia com grande expectativa. Aquela banda “das antiga”, mas que a maioria nunca tinha visto e ouvido ao vivo na vida. Uma energia absurda. Ah, que sensação maravilhosa. Todos cantando, escutando, vibrando, na mesma moda, quase de viola. Que ótimo. Quase perfeito! Se não fosse o desleixo. De repente a voz do cara que canta, some. Depois foi a voz do baixo, do guitarra…e mesmo assim a banda pra cima nos colocava. Olhei para os lados, e todos estavam se esforçando para escutar, o que o bom rapaz, que com fervor se propôs  a cantar.

De repente começou a palhaçada. A banda que ali tocava, o equipamento do bar quebrava. Na tentativa de se fazer ouvir, fez do show uma ruína sem fim. O bar nenhuma atitude tomou, e o povo ali se revoltou. A decepção no rosto de alguns e satisfação no rosto de outros, me fez pensar na culpa que estava sentindo, de estar ali, há cinco minutos atrás sorrindo.

Tudo isso, era só pra dizer, que também tenho um lado caipira, que gosta muito de poesia e  rima, mas que tem respeito acima da pira!

O Papai Noel não mora no Pólo Norte, ele mora em Curitiba

Experimentando por aí! | 23 de abril de 2010 por Aline

Dizem por aí que o Papai Noel vive no pólo norte e usa um trenó pra viajar o mundo todo em apenas uma noite, deixando presentes para as crianças comportadas, mas eu não acredito mais nisso.

Em dezembro do ano passado eu já vi pela primeira vez o Papai Noel do fusca verde, achei super normal, afinal era dezembro, época de trombar com todos os tipos de papai noéis, os magros, os gordos, os sem barba, os surfistas, os novinhos e os carecas, todos eles saem de suas casas e ficam por aí enganando as criancinhas, enquanto o verdadeiro Papai Noel trabalha loucamente para que tudo fique pronto a tempo.

Eu acreditava que ele morava no Pólo Norte e tinha suas 9 renas, mas depois do último sábado eu deixei de acreditar. Eu estava passando na frente do Jardim Botânico quando o Papai Noel passou por mim!

Era um fusca verde, com um trenó em cima, musiquinhas de natal e o Papai Noel… Agora me responda, quem, que não seja o Papai Noel, vai sair com a roupa do Papai Noel, num super calor, tocando musiquinhas de Natal e dando tchau pra todo mundo?

Só o VERDADEIRO Papai Noel!

Portanto, nunca mais mintam para seus filhos, sobrinhos e afilhados, com aquele papinho das renas voadoras, pois o Papai Noel mora em Curitiba e tem um fusca Verde!

experimentando por ai  O Papai Noel não mora no Pólo Norte, ele mora em Curitiba

O Intruso

Experimentando por aí! | 20 de abril de 2010 por Juliana

Adotei um cachorro. Pra quem me conhece é até uma certa rotina, mas o fato é que fazia tempo que eu não permitia a alguém entrar com as quatro patas na minha vida, literalmente.

Percebi nessa nova convivência o quanto tenho para falar. Muito mais fácil, é claro, enquanto meu suposto interlocutor aperta uma bolinha que apita ou teima em mascar minhas meias.

Parei para pensar se mais pessoas por aí tem tanto que dizer e deixam isso guardado. Pode ser de tudo: gostos, desejos, aflições, pensamentos estranhos. Todas as pílulas internéticas podem ajudar quando a questão é colocar pra fora, faço parte desse time. Mas e o olho no olho, o sorriso carinhoso, no meu caso, um rabo abanando. Pra mim, momentos que valem muito.

Inclusive conheço uma ONG da qual um amigo querido participa, a Cão Amigo, que faz um trabalho muito bacana. São voluntários que levam seus bichinhos de estimação em asilos, lares de crianças, escolas especiais para uma terapia assistida junto com os pacientes. Nos encontros, as pessoas brincam com os animais, experienciam a troca de carinho e também saem da rotina de ambientes muitas vezes cinza.

O meu novo companheiro ainda precisa amadurecer um pouco mais para essa empreitada com os cães amigos, mas por enquanto, eu estou disposta a adotar mais: um amigo de longe, um vizinho, o porteiro. Com certeza temos ainda boas histórias para compartilhar e ouvir.

experimentando por ai  O Intruso

Momento flagrado pela querida Caro Rebello

Lá vou eu

Experimentando por aí! | 22 de fevereiro de 2010 por Tiago

experimentando por ai  Lá vou eu

A foto acima retrata a grande folia do carnaval, e não traria nenhuma novidade se não fosse pelo seguinte detalhe: ela foi tirada em Curitiba. Ao contrário do que se pensa, a cidade possui blocos carnavalescos, escolas de samba e até mulatas desfilando na avenida, no caso, a Cândido de Abreu. Num clima de descontração, famílias inteiras pulam e dançam nas arquibancadas, em meio a confetes e serpentinas. E na volta pra casa, a prazerosa sensação de descobrir que a maior festa brasileira está no meio desse povo, e não na tela da tv.

Atmosfera

Experimentando por aí! | 11 de janeiro de 2010 por Lidianne

Para começar o ano pensei em trazer para o blog uma das percepções da minha bela folga de fim de ano. Aliás, quando se é publicitário, estes dias em que você relaxa são ótimos para perceber as suas escolhas e as dos outros consumidores neste mundão. Uma palavra recorrente que me chamou a atenção em conversas por aí foi “Atmosfera”. Exemplo: “Nossa, você precisa conhecer o “Café X” tem uma atmosfera única, parece que você está em Paris!”

Atmosfera é termo antigo se comparado a “twittada”, pois há tempos é estudada quando se explica o PDV e reações do consumidor ao estar em um ambiente de compra. Essa atmosfera faz com que você prefira ou recomende um restaurante e envolve aspectos visuais e sensoriais, como um perfume de baunilha na entrada de uma loja.

Enquanto um conjunto de gases, a atmosfera nos envolve e metaforicamente explica bem o que está acontecendo com as pessoas hoje, pois elas escolhem as empresas que querem que façam parte de seu planeta. Se não interessante, mandam a marca ou produto direto para o espaço, para o vácuo mesmo.

Penso que este é um exemplo bom para equipes de marketing e nós, agências. Ele mostra que a escolha por uma marca vai muito além de anúncios, de ações promocionais e até além de guerrilha. Mapear essa atmosfera pode trazer resultados diferentes para o cliente como motivar sua equipe, aumentar a sua visibilidade na cidade e gerar até mídia espontânea como aconteceu com o Café X ali em cima.  Pode até não ser assim nova, mas sei que gostei de ouvir tal palavra.

Bom ano e bons ares em 2010 aí pra você!

Impressões 3/3

Experimentando por aí! | 5 de janeiro de 2010 por Juliana

Na tentativa de começar o ano com as situações fluindo numa boa, vou ser obrigada a retomar o Impressões 3/3 sobre uma visita a Sampa. Este pobre fulano já estava esquecido na lista de afazeres e mesmo porque muitas outras impressões de pessoas, lugares e hábitos já se somaram até aqui.

O fato é que uma vez apaixonado por Bresson é difícil esquecê-lo. Confesso que conhecia muito pouco do seu trabalho, uma folhada de um livro aqui, um comentário de alguém acolá. Surpresa: é tudo muito melhor do que você pode ter visto ou ouvido por aí.

Sabe aquele casal apaixonado no parque? Aqueles prédios que formavam linhas no céu e para muitos era só mais uma paisagem? Ou ainda o almoço em família mais trivial do domingo?

Pois é, clichês do mundo que são poéticos com o ponto de vista de Bresson.

A leitura de momentos e pessoas é tão profunda que não tem como se cansar de ficar horas olhando cada uma de suas composições. Seu olhar é tão forte que as sensações extrapolam a visão, o tato, o papel. É possível imaginar cheiros, gosto, ouvir a música que poderia estar tocando, uma vontade de fazer parte de muitos daqueles poemas.

Com o coração arrebatado por Bresson, segui numa caminhada ao Masp. Walker Evans fotografando a Grande Depressão, Nova York e Havana, um paradoxo entre mundos que então eram mais próximos em condições de vida desfavoráveis e hoje são tão distantes.

Além de Evans e da coleção permanente que é ótima, estava lá também um chinês nervoso, Yang Shaobin, um dos primeiros artistas orientais a chegar aos circuitos das terras de cá. Com telas e painéis carregados de raiva e sangue, ele mostrava sua percepção da sociedade e da violência. Um choque sair de um mundo da poesia de Bresson e passar por outras obras que derramavam um sentimento tão pesado.

Mas fato é que a vida é cheia dessas dualidades, e mesmo assim pode ser muito intensa. Ninguém melhor para o momento como o nosso querido Leminski numa exposição no SESC que relembrava os 20 anos de sua morte. Além de toda a poesia estampada pelas paredes, vídeos, músicas, muitas fotos (que bigode estileira ele tinha!) e também suas anotações em tudo que é tipo de papelzinho, inclusive um deles denunciava o provável primeiro encontro do poeta com Alice Ruiz, com a anotação de um telefone num guardanapo de bar.

É um exercício da mente buscar o que foi percebido já faz algum tempo, mas é interessante ver como os artistas de ontem, hoje e amanhã conseguem colocar pra fora o que todos nós muitas vezes sentimos e fica ali, parado, cegado. Estes caras são como guias que descrevem algumas sensações que não tem rumo dentro da gente, e por seus caminhos, esses sentimentos começam a se estruturar. Ou a se perder mais ainda.

Em busca do par de zero

Experimentando por aí! | 15 de dezembro de 2009 por Lucas

Que o nível de ensino em escolas públicas é baixo todo mundo sabe. Mas o nível é muito mais baixo do que imaginamos. Para provar isso, aqui vai uma passagem de quando eu joguei futebol amador.

O time era patrocinado por um empresário com objetivo de negociar jogadores para times grandes da região Sul ou de Portugal. O típico “time de aluguel”.  A maioria da piazada que jogava vinha de origem humilde, com pouquíssima escolaridade, uns inclusive haviam parado de estudar. Somente seis meninos estudavam em escolas particulares, do total de 42 jogadores.  A faixa etária dos atletas era de 13 a 17 anos.

Os treinadores sempre faziam um forte treinamento físico antes de qualquer exercício técnico ou tático. Em um dia comum de treino, um professor decidiu fazer um exercício diferente, lembro que ele disse: “Hoje vamos ver quem fugiu da escola”. Ele bolou um exercício em que os jovens ficavam sentados de costas um para o outro, em duplas, na linha central do gramado. Cada membro da dupla em um lado do campo. Quando o professor gritasse um número ímpar os atletas do lado esquerdo deveriam correr até o final do lado esquerdo do gramado e o outro membro da dupla deveria alcançá-lo. Quando o professor gritasse um número par, o contrário.

Até aí tudo bem, todos sabiam quais números eram pares e ímpares.  Começou a ficar tragicômico quando o professor decidiu aplicar fórmulas de multiplicação. De acordo com o resultado os atletas deveriam correr para seus respectivos lados. Por exemplo: 3×1=3, número ímpar, portanto a piazada do lado esquerdo deveriam correr até o final do lado esquerdo do campo. Se fosse par, o contrário.

A primeira conta foi algo do tipo “3×2”. Pânico geral. Tiveram duplas que ficaram paradas se olhando sem saber para onde correr, duplas que correu cada um para um lado, duplas em que os dois membros erraram as contas e correram ambos para o lado errado. Acho que somente duas duplas acertaram o lado de correr. E a cada conta que o professor perguntava, o mesmo caos ocorria. Todas do tipo “3×2” ou “5×1”.

Mas a conta que gerou mais polêmica foi sugerida pelo atleta “Largato”: “1×0”. Quando o professor gritou já em tom de riso “1×0”, foi uma revolta tremenda. Desta vez ao invés da confusão, muitas duplas se recusaram a correr alegando que as contas eram muito “difíceis” e que o professor “tava de sacanagem”, pois “onde já se viu conta de vezes com zero?”.  Porém o atleta de nome Elias, correu para o lado esquerdo, o lado ímpar. Ele voltou ao centro do gramado, ouvindo a gozação dos colegas: “Elias, seu burro! Zero é par!”, “esse fugiu da escola!”. Todavia ele teimava que zero era ímpar. “Zero é ímpar p****, impossível ser par”. Foi depois de muita argumentação que Elias chegou ao seguinte raciocínio: “Se zero é par, aonde é que tá o par de zero?”

E o pior é que Elias convenceu alguns garotos. O professor e outros caíram na gargalhada e deixaram o Elias e seus discípulos procurarem o par de zero. Imagino se o professor de matemática desses meninos sabem que eles estão procurando o par de zero.

Futebol de Várzea

Experimentando por aí! | 25 de novembro de 2009 por Lucas

Quando eu vejo na TV um jogador de futebol sendo aplaudido em um estádio europeu lotado, debaixo de gritos, assédios e flashes, os cartolas do lado assinando contratos milionários, empresários, patrocinadores, grandes marcas, todo esse mundo cheio de glamour, eu lembro imediatamente de outro planeta: o futebol varzeano.

O que é o futebol varzeano? Futebol varzeano, de várzea ou futebol amador, é uma cultura que resgata as origens do futebol, a verdadeira essência do futebol. (Curiosamente quase todo campo se localiza do lado de um rio ou de uma valeta, por isso o nome “várzea”). A piazada treina a semana inteira pra nos finais de semana disputar os campeonatos, rezando para que algum empresário admire seu desempenho e leve-o para um clube profissional. Os adultos treinam quando podem, é o açougueiro, o cara da feira, o tio do cachorro quente, o representante comercial, o vizinho, o tio do fulano que joga muita bola. E no fim de semana vão para a cancha jogar.

O futebol varzeano é movido pelo amor das pessoas, não há dinheiro, não há fama nem nada. Envolve apenas a vontade de vencer, amor pelo esporte e às vezes torcer pelo seu vizinho ou pelo filho. Um ou outro ganham algum troco como  jogadores de clubes “grandes”: o clube italiano de Santa Felicidade, o Trieste e o lendário Combate Barreirinha. Também há casos como o amigo do meu pai, o Casquinha, que ganhava “cenhão” por gol marcado.

Eu me achava fanático por futebol, foi quando joguei por um ano e meio na várzea que conheci pessoas com a cabeça totalmente voltada ao mundo da bola. Respiravam futebol. O que mais impressiona nem é a piazada que luta por um lugar ao sol. Impressionante mesmo é a dedicação dos treinadores, dos pais que acompanham os filhos jogo após jogo e também dos árbitros. E a torcida. Tem time de várzea com torcida organizada!

Um dos meus treinadores, o mestre Nininho, com seus 70 e poucos anos,  já formou profissionais e até hoje dá aula para a gurizada. “Você é atleta do Nininho? Pô ele tá vivo ainda? Ele é muito bom treinador!” “Ele tem um treinamento científico muito bom”. Não sei o que querem dizer com treinamento científico mas o que importa é que o Nininho é o cara. Ser treinado por ele é voltar no tempo: correr até a “bandeirola”, fazer o “overlap” – “não sei porque os boleiros de hoje não fazem mais overlap!” – Lamenta-se o mestre. Lembro que assisti um treino da seleção brasileira de 1970, e o aquecimento era muito parecido com o que o Nininho empregava.

E lá se vão Nininho com sua Brasília cheia de uniformes e piazinhos atletas de carona para mais uma partida.

A ex-árbitra FIFA, Sueli Tortura é outro show a parte. Atualmente apita jogos amadores apenas, cobra um pouco mais caro pelo seu trabalho visto que seu currículo é de alta qualidade. Ela é muito requisitada. De fato é a melhor árbitra que já vi apitar. Chama os jogadores pelo nome, quando não sabe, pergunta. Entende muito de futebol.

Poucas canchas têm vestiário ou arquibancada. Quantas vezes me troquei no ônibus (emprestado por algum vereador), às vezes tinha vestiário, mas era meio tenso devido à “limpeza”. (Por falar em ônibus – grande luxo – às vezes era a van do cara da banca de jornal ou a Kombi da pizzaria da irmã de um dos atletas). Na verdade poucas canchas tem gramado, ou é um mato alto, como o campo do Operário Pilarzinho ou inteiro esburacado como do União Guaraituba de Colombo ou ainda sequer tem gramado como o campo do Vila Fanny.

Muito engraçado as diversas figuras como os atletas Chuteira, Homem, Largato (sic), Marciano, Coxinha (pediu para sair no meio do jogo para comer uma coxinha), Bonzão, Primo do Bonzão, Filho que Deus Atai, Tchâki, Márcio Egídio Cover (Márcio Egídio, ex-Coritiba em meados de 2004/2005), o treinador Sabiá e tantas outras figuras como os jogadores “famosos”: o Salário, o Hideo, o Totó…

Há casos emocionantes como um atleta que tem os pais alcoólatras e cinco irmãos dependentes químicos, graças ao trabalho de um treinador, o incansável Nivaldo, hoje ele é atleta profissional.

Nenhuma dessas figuras se concentram em hotéis 5 estrelas antes das partidas, viajam de avião na primeira classe, ou tem assédio da imprensa. Tampouco possuem acompanhamento de psicólogo, nutricionista, médico… Se alguém se machuca o Sabiá passa uma água milagrosa e seja o que Deus quiser.

Resumindo, não há finalidade lucrativa, as equipes de bairro formam verdadeiras famílias. O que manda é o amor e a amizade. Parafraseando o blog torcidaganhajogo: “A várzea é o melhor refúgio para aqueles que foram excluídos do circo que virou o futebol profissional, é a resistência ao “futebol negócio” que cobra ingressos caros e destrata os torcedores, é o futebol de onde ele nunca devia ter saído”.

experimentando por ai  Futebol de Várzea

Água de Poço

Experimentando por aí! | 3 de novembro de 2009 por Lucas

Engraçado imaginar que até pouco tempo atrás em Curitiba, muitas pessoas utilizavam água de poço, pouquíssimas famílias tinham água encanada, desde higiene a preparar alimentos. Das diversas casas que tinham (ou ainda tem) poços no Ahu, a casa do meu vô era uma delas. Engraçado que quando se trata de poço, sítio, galinheiro, churrasqueira, a casa é do avô. Quando se trata de imagens de santos, cozinha, é a casa da avó. Pelo menos comigo. Enfim, o poço foi construído pelo meu avô mas quem achou a “veia d’água” foi meu bisavô. Usou aquela técnica rudimentar porém eficaz em que se segura uma varinha de amora em forma de “Y” e aponta para o chão. Anda-se pelo terreno com a varinha cada mão segurando uma ponta e quando a varinha se mexer, viva! Lá tem água. Impressionante, sempre dá certo. Alguns chamam isso de radioestesia, mas sei lá, isso é coisa de bisa, de vô mesmo.

O poço da casa do meu vô era bem fundo, tanto é que meu pai descia numa espécie de balde (tipo aqueles dos desenhos da Looney Tunes mesmo) para pegar água. Meu vô descia e subia o balde através de uma manivela.

Claro que meu bisavô também tinha um poço na sua casa em Areias, região de Rio Branco do Sul. Mas o diferencial é que o poço ficava dentro da sala de estar. Muito exótico. A sala foi construída em torno do poço, pois assim ele poderia pegar água sem precisar enfrentar possíveis tempestades, pelo menos é o que ele disse. Lembro que minha mãe não gostava quando eu ia na casa do bisa, pois tinha medo que eu sentasse em cima do poço. “Não tem perigo, eu ponho a tampa”. Dizia o bisa. O poço era a cadeira favorita da criançada.

Impressões 2/3

Experimentando por aí! | 28 de outubro de 2009 por Juliana

Depois de um bater de pernas pelo centro de São Paulo, lá estava a Pinacoteca. A primeira vez que fui lá, no início desse ano, me maravilhei com a arquitetura, algo que se nota no primeiro olhar, e depois fui descobrindo que existia muito mais a ser visto lá dentro. E dessa vez não foi diferente.

O motivo inicial era a exposição de Matisse, mas logo na entrada a surpresa das grandes piscinas azuis com tigelas de porcelana. A cada batida um novo som, elas compunham entre si suas próprias músicas, sem pretensão alguma de agradar a nós meros espectadores. O lugar ideal para se meditar.

Foco, tanta coisa pra ver, vamos ao Matisse. Lá estava ele, cercado de suas pombas e odaliscas, brincando com as cores como bem lhe entendia. Confesso que não conhecia a fundo o trabalho dele – ainda não conheço, a pretensão agora foi minha – mas gostei de saber o quanto ele abertamente se inspirava em outros pintores, sem medo disso ser alguma forma de falta de criatividade, muito pelo contrário, inspiração certamente, reverência também,  mas com um resultado final só dele. O recorte em papel tem um toque especial na combinação de cores gritantes e formatos inusitados. Aqui abro um parêntese: ao meu lado, duas crianças acompanhadas da mãe, falam em alto e bom tom: “mas mãe, isso é tão feio, eu sei fazer isso bem melhor”. A mãe, toda constrangida, pede desculpa com um olhar e sai puxando os meninos. E nós aqui, buscando incansavelmente estes olhos de criança.

Fecha parêntese, outros grandes aguardam: Tarsila, Anita, Segall no acervo. Ando mais um pouco e lá estão, a minha espera, as esculturas de Rodin. Quando nos encontramos pela primeira vez era verão, uma luz fantástica incidia sobre elas. Sentei num banco e fiquei por ali alguns bons minutos vendo dor, força, paixão e desejo naquelas figuras tão logicamente duras e estáticas.  Neste novo encontro, sua beleza agora era outra, já nos conhecíamos, observei-as como um amante que já conhece cada parte do corpo do amado. Encontrei novos sentimentos e melhor, outros observadores. Dessa vez eu não estava sozinha nessa paquera.

Às vezes acho que me apaixono fácil demais, pois no dia seguinte, lá estava eu, completamente entregue a Bresson. Ah, Les françaises!

experimentando por ai  Impressões 2/3Henri Matisse /La Desserte/ 1908

Impressão 1/3

Experimentando por aí! | 21 de outubro de 2009 por Juliana

Guarulhos, Tatuapé, República, centro de São Paulo. Fui pra lá rumo a um feriado cultural, com os metrôs e ônibus fazendo a vez de guias, descortinando uma face da cidade que a gente como turista muitas vezes deixa de conhecer. É o caso das redondezas da Praça da República, o centro pode sim ser sujo e malvado. Lá, o craque é o brinquedo das crianças, a montoeira de lixo espalhada é presença marcante na paisagem assim como as pessoas que por ali dormem, sem contar os gritos sombrios pela madrugada, o mau cheiro e a constante sensação de estar sendo seguida, observada por alguém não muito legal.

Faz parte conhecer este lado, São Paulo não é só o chiquê dos Jardins, a boemia da Vila Mada, é gente como a gente que tenta sobreviver em situações muito longe daquelas que vivemos. Daí então, me pergunto: aqui estou eu tomando uma bela xícara de café quentinho, com um computador bacana numa sala colorida, mas o que fazer com relação a essa outra face “descoberta”?

Por mero acaso li um texto essa semana que falava da nossa generosidade, a forma com que nos relacionamos com as outras pessoas, por exemplo, será que aquele cara que se aproximou na rua não merecia um olá educado? A primeira impressão é sempre de que “só pode ser um sujeito mal encarado pedindo alguma coisa”.

Faz um tempo fomos abordados na rua por um cara que poderia se encaixar na descrição, baixamos a guarda, a conversa estava agradável, sincera acima de tudo, e lá foi ele embora feliz com uma blusa de moletom e um pão embrulhado num guardanapo. E foi ai que me dei conta de que se fizermos ao menos o que está ao nosso alcance, teremos começado e depois, porque não aumentar mais e mais as esferas em que atuamos?

Fiquei remoendo sobre esta experiência em São Paulo, da sensação de estar sendo seguida, deixamos até de viver nosso espaço público. Por que não colocar um pouco mais dessa “abertura” no dia a dia?

Pois é, talvez eu tenha ficado na mesma, mas se você chegou até o fim desse texto, nada além de agradecer sua generosidade em me acompanhar nesse pensamento ainda bastante aberto.

O mito do abacate

Experimentando por aí! | 5 de outubro de 2009 por admin

experimentando por ai  O mito do abacate

E o convite se renova. Nossa oficina – Papilas criativas, propaganda e o mito do abacate -  foi adiada e particularmente acho que tudo nessa vida tem um propósito de ser. No caso da oficina, o mais forte foi o fato de agregarmos algumas novidades e diversões didáticas em sua estrutura. Três sábados, um belo tema e um abacate no ponto. E aí? O que acha de se juntar ao time?

Além da bela arquitetura

Experimentando por aí! | 15 de setembro de 2009 por Juliana

Alguns pontos da cidade são verdadeiros refúgios da nostalgia. Um deles é a Casa Edith.

Fui lá um dia desses comprar presente de dia dos pais e saí com chapéu, pijama, cachecol e até ceroulas. A chapelaria, que na verdade tem esse de tudo um pouco que levei na sacola, te permite voltar no tempo, onde as bengalas faziam a vez dos nobres. Entre uma prova de chapéu e outra, percebo meus colegas provadores: vários vovôs simpáticos acompanhados de seus filhos, netos, esposas. Minha vontade é de sair abraçando todo mundo por ali: inclusive as atendentes, que te fazem se sentir em casa.

É ótimo perceber que pessoas de várias idades ainda vão a estas lojas de rua. Mesmo o mau tempo ou a tal da gripe não afugentaram alguns de circular por aí e curtir debaixo de seu guarda-chuva o que a cidade tem de mais interessante para oferecer.

experimentando por ai  Além da bela arquitetura