Escuta só isso | 18 de abril de 2011 por Juliana
Eu me rasgo pelo Lobão já faz um bom tempo. Em complemento a isso um querido amigo me presenteou com a biografia do baterista-poeta com o intuito de que eu descobrisse se de fato era mais louca que o cara.
Passeando por sua vida naquelas páginas, ousei dizer que compartilhamos algumas loucuras, como aquela pelo amor, ou sua dor. Ou a outra pelos comparsas, brothers, amigos de fé e também pelos avós fortes e meigos. Outra loucura é pela boemia, a dele muito mais exacerbada que a minha logicamente. Por último, mas não menos importante, pelas palavras.
As músicas dele sempre ilustraram muitos momentos pra mim, mas geralmente tem aquela coisa: você se apaixona pela música, a toma como sua, um mantra e depois descobre que quem a compôs fez em homenagem ao papagaio, ao vizinho, sei lá quem. O compositor tem todo o direito, claro, mas pô quebra meu encanto com a escolhida!
Mas com o Lobão, não. Tamanha foi minha alegria em descobrir que suas músicas, as minhas músicas, tinham sido escritas em situações que muito se assemelham para aquilo que eu as dediquei em meu repertório. Perfeito: Lobão e eu numa sintonia antes não imaginada.
Em suas composições ele coloca pra fora mesmo, não tem medo algum de expor culpa, mágoa, paixão, doideira. Ele é mais ele. E é nesse exato momento que constato que nunca serei mais louca que o Lobão. A mim me falta a coragem de verbalizar e compartilhar o que de fato sinto e penso. Por isso, agradeço a ele e a tantos mais que ajudam meros mortais como eu a colocar ordem no caos das emoções.
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Escuta só isso | 22 de fevereiro de 2011 por Lidianne
O que pega bem hoje é ser e dizer que se é inovador. “Aquele sujeito ali ó, se reinventa sempre. É um visionário!” Claro que os argumentos da velocidade das mudanças e informação são verdadeiros, precisamos estar na onda, mas será que é só isso que faz uma inovação?
Estudando para um trabalho novo aqui na agência, me deparei com um trecho em um livro (já grifado anteriormente) que fala do sucesso e que cabe muito para a vida das empresas e por que não, para a nossa. Lá vai:
“Para melhorar a consistência de nosso sucesso, precisamos estudar nossas ações que fizeram diferença positiva e aprender a repetir a mesma ação de maneira sistemática.”
O breve trecho traz uma lembrança importante para agências e para clientes. Podemos montar cenários sobre o futuro, sobre as tendências, sobre novas luzes e direções, mas nosso passado é um complemento importante e mensurável para buscar respostas. Compreendendo a vocação e entendendo seu jeito de fazer gol, fica mais fácil inovar, inventar e surpreender.
O trecho compartilhado vem do prefácio do “A Estratégia do Oceano Azul”, livro de releitura sempre prazerosa e reflexão constante.
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Escuta só isso, Na cozinha | 20 de agosto de 2010 por Lidianne
Há um ano nosso blog é a despensa da nossa cozinha criativa e recebe coisas interessantes da turma aqui. Até hoje foram 65 posts de assuntos diversos, trabalhos, receitas, opiniões e fatos da vida.
A você que usa uns minutos do seu precioso tempo a nos ler, digo que ficamos entorpecidos tamanha é a simpatia a nós dispensada nos vários comentários que fazem por aqui. Assim, só nos resta agradecer aos assíduos frequentadores deste blog e pedir que continuem por aqui. Aquele abraço!
Tags: Agência Valente, aniversário, blog, comente, cozinhe, damasco, Famosa, leia, Receitas, tinta dourada 10 Comentários
Escuta só isso, Uncategorized | 9 de junho de 2010 por Lidianne
Eis a questão: seria eu um iluminado criativo com ótimas sacadas e ideias mirabolantes? Ou será que o universo está conspirando para que me apareça um cargo respeitável de profissional do planejamento? Quem sabe redes sociais, talvez webwriter?
Ledo engano se você, aluno de comunicação, pensava que depois de optar pelo curso já estaria com todos os problemas do teste vocacional resolvidos. Os caminhos a seguir são muitos, e você sabe bem disso. Agora vem a pergunta que não quer calar: como decidir pra onde ir se nenhuma agência te chama sem pasta ou pelo menos sem uma noção básica de por que você veio ao mundo?
É por essas e outras que a Agência Valente está oferecendo um estágio para estudantes a partir do 3º período de comunicação. Para se candidatar à vaga não é necessário ter portfólio ou experiência, basta enviar currículo para vagas@agenciavalente.com.br. Serão 4 horas diárias, com flexibilidade de horário, e o estagiário terá a oportunidade de se familiarizar com o ambiente de uma agência, desenvolvendo atividades como acompanhar os processos criativos, atualizar as mídias sociais e realizar pesquisas. Numa dessas essa vaga foi feita para você.

Tags: Agência Valente, Anúncio, castor, comunicação, estágio, incomum, ornitorrinco, pato, urso, vaga 7 Comentários
Escuta só isso | 10 de maio de 2010 por Tiago
Witold Gombrowicz é o escritor polonês supostamente autor da citação “a arte perturba os satisfeitos e satisfaz os perturbados”. Mais que um mero jogo de palavras, a frase incita a boa e velha discussão acerca do conceito de arte, que em muitos casos recai sobre a conclusão de que se trata de algo subjetivo, portanto relativo. Ainda assim, permanece a pergunta: quem são os satisfeitos e quem são os perturbados?
Uma possível resposta é: depende. Expressões artísticas, independente de que gênero, número e espécie, possuem o poder de agradar a alguns e desagradar a outros. Provavelmente o público que gosta da Björk não se sente satisfeito ao ter que se deparar com os hits da Ivete Sangalo, ao passo que as músicas da islandesa têm grande chance de causar, no mínimo, perturbação se tocadas em qualquer trio elétrico do Brasil e do mundo.
Entretanto, num debate entre o ouvinte do avant-garde e o consumidor do axé, o defensor de Björk irá, prontamente, enumerar diversas razões que justifiquem sua escolha: a mistura dos estilos clássico, eletrônico, jazz, e funk; letras e composições inspiradas nos poemas de Tyutchev; experimentalismo em faixas que contam com participações de Thom Yorke e Mike Patton; superproduções nos videoclipes dirigidos por diretores renomados como Michel Gondry e Spike Jonze. Ao final, sobrarão acusações embasadas nas teorias da Escola de Frankfurt para blasfemar e rotular os sucessos carnavalescos como produto da indústria cultural e da alienação em massa.
Em vão. O fã-clube da cantora baiana, primeiramente, responderá que nunca ouviu falar em Björk. Depois, que música simplesmente se sente, e que o swing de Arerê é bem mais contagiante e alto astral que o de Bacharolette. Pra encerrar, dirão que estão satisfeitos, e que querem relaxar, botar a mão na cabeça e começar…
Assim, tudo vai pro espaço, pois não há argumento que resista diante do imbatível “contra-argumento” relativista “vai de gosto”. Neste impasse interminável, resta aos perturbados a resignação, afinal, tal situação tem sido cada vez mais comum, e não só quando a pauta são as belas artes. Política, religião, futebol, arte. De fato, a cada dia aumenta o leque de coisas que “não se discute”.
Tags: arte, Avant-Garde, axé, Björk, Escola de Frankfurt, Ivete Sangalo, Mike Patton, Música, Thom Yorke, Tyutchev, Witold Gombrowicz 2 Comentários
Escuta só isso | 21 de setembro de 2009 por Juliana
Ruído: todo o som que produza uma sensação auditiva desagradável, incomodativa ou perigosa. Será mesmo?
Na última semana teve show do Ruído/mm lá no Sesc da Esquina. Uma profusão de sons que faz você pensar: e aí, como eles fazem isso?
Sempre gosto de prestar atenção na relação dos músicos com seus instrumentos e com o Ruído você percebe eles funcionando como extensão do corpo dos caras. Dali tiram sons que te permitem montar ambientes distintos, do can can de cabaré a uma psicodelia nostálgica de tardes de domingo cinzenta.
Mas essa é apenas a minha viagem. Te convido a fazer a sua: http://www.myspace.com/ruidopormilimetro
Bon Voyage!
Tags: instrumentos, Música, ruido, ruido/mm, sesc 3 Comentários
Escuta só isso | 19 de agosto de 2009 por Bruno
Tem coisa melhor para fazer do que ouvir música enquanto se faz qualquer outra coisa? Música distrai, diverte e alimenta. E quando se trata de música, cada um tem um gosto. Então aqui vai uma listinha com 10 bandas que eu acho bem bacanas e suas respectivas músicas.
Cream: Esse trio merece destaque, simplesmente perfeito, isso sem falar nos solos de guitarra do Eric Clapton. Pra mim eles foram melhores que os Beatles, tão melhores que o Clapton chegou a dar uns pegas na mulher do George Harrison, mas isso já são outros quinhentos – Músicas que eu recomendo: I’m so glad, Crossroads e I feel free.
Kings of Leon: Eles têm um som único, ou pelo menos tinham, que lembra de longe Lynyrd Skynyrd. Os dois primeiros Cd’s da banda são ótimos, com a mistura de música country e blues, não dá para passar indiferente em nenhuma faixa. Nos dois últimos cd’s, mudaram as músicas, o estilo e os cortes de cabelo, sinceramente não gostei – Recomendo os dois primeiros álbuns: Youth and Young Manhood e Aha Shake Heartbreak.
Lynyrd Skynyrd: Eu gosto muito, mas minha mãe gosta mais ainda. O que mais me agrada são os longos solos de guitarra. Minha favorita, sem sombra de dúvidas é Free Bird.
Little Richard: Antes de Elvis pensar em quebras as cadeiras ao som de Tutti Frutti, Little Richard e seu piano já faziam o maior sucesso com essa mesma música.
Arctic Monkeys: Esses fazem jus aos grandes nomes da música inglesa. Simplesmente bom demais, sou fã inveterado dos caras. Tem quem diga que eles reinventaram o rock, mas talvez não seja tudo isso. Recomendo todas as músicas e com a função repetir ativada.
Buddy Holly: Quem gosta de rock deve muita coisa a ele. Suas músicas são muito divertidas e influenciaram muita gente. Ouça Oh Boy, é uma das minhas músicas favoritas.
Jerry Lee Lewis: Mais uma lenda do rock’n roll. Na época em que um piano era tão marcante quanto qualquer guitarra elétrica de hoje, Jerry era rei. Músicas muito bacanas: Whole Lotta Shakin’ Going On e Pink Pedal Pusher.
Noisettes: Essa banda eu descobri jogando FIFA 2008, adorei a música Don’t Give Up e logo fui atrás das outras. A vocalista Shingai Shoniwa dá um show à parte. A banda já lançou dois cd’s, mas o primeiro, What’s the time Mr. Wolf é o melhor.
The Velvet Underground: Eu sempre indico e muita gente não gosta, ainda não entendi o motivo. Mas vale muito a pena conferir, cada música é uma experiência diferente.
Clutch: Do rock pesado a releituras de Pink Floyd, Clutch consegue ser várias bandas em uma só. Não é nada conhecida por aqui, mas é uma boa pedida para ligar bem alto e incomodar seu vizinho. The Soapmaker, Easy Breeze, Big News III e 10001110101, são minhas preferidas.
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